Meteoro que explodiu na Rússia pode estar envolvido na formação da Lua

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William Shakespeare não poderia ser mais assertivo quando afirmou que “há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”; e dessa vez, o enigma gira em torno da origem da Lua, cuja existência é essencial para que haja vida na Terra. Um estudo da Universidade de Cambridge afirma que o meteoro que explodiu na Rússia, em 2013, pode estar envolvido na formação do satélite natural. As teorias indicam que a Lua surgiu depois que um corpo celeste do tamanho de Marte atingiu a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos, e o meteoro de Chelyabinsk seria parte integrante do grande meteoro.

Os pesquisadores chegaram à conclusão através de análises microscópicas de minerais dentro de meteoritos e datando as colisões entre rochas no espaço. Segundo o geocientista Craig Walton, da Universidade de Cambridge, “as idades de impacto de meteoritos são muitas vezes controversas. É preciso recorrer a várias linhas de evidência para ter mais certeza sobre as histórias de impacto. É quase como investigar uma cena de crime antiga”.

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Depois de estudar os minerais de fosfato em detalhes microscópicos, os especialistas descobriram que a colisão explodiu o maior “impactador” em vários pedaços, que foram quebrados no espaço sideral. Foi relatado que o meteoro de Chelyabinsk sofreu dois eventos de impacto, sendo o primeiro cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, e o outro cerca de 50 milhões de anos atrás. Os astrônomos dizem que asteroides e meteoritos atuam como uma excelente cápsula do tempo, podendo trazer revelações sobre as origens do sistema solar, através de estudos de colisões antigas nos minerais encontrados em corpos que atingem a Terra.

Entenda o evento:

Em 15 de fevereiro de 2013, um meteoro de 19 metros de largura explodiu 22 quilômetros acima da cidade de Chelyabinsk, na Rússia. Segundo a NASA, a explosão liberou energia equivalente a cerca de 440.000 toneladas de TNT (trinitrotolueno) e gerou uma onda de choque que arrebentou janelas ao longo de 517 quilômetros quadrados e danificou vários edifícios. Estima-se que a explosão feriu cerca de 1.600 pessoas.

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